Risco é a relação existente entre a probabilidade de ocorrência de um evento, associado à sua consequência. A metodologia HRN (Hazard Rating Number) é uma ferramenta de fácil aplicação para quantificação de um risco. Pode ser aplicada para a priorização de ações, visto que fornece uma ampla gama de gradações de risco, variando de 0,00033 a 13.500. Pela metodologia, temos que:

HRN = LO x FE x DPH x NP

Onde:

HRN é o nível de risco quantificado;
LO a probabilidade de ocorrência;
FE a frequência de exposição ao risco;
DPH o grau de severidade do dano e
NP se refere ao número de pessoas expostas ao risco
Os parâmetros e variáveis que cada um representa estão listados e quantifiados nas tabelas a seguir:
Para a probabilidade de ocorrência de um acidente utiliza-se níveis que variam de 0,033 a 15, conforme a tabela 1 a seguir:
Já no caso da frequência, utiliza-se os valores conforme tabela 2:

Por fim, a tabela 3, deve ser indicado o número de pessoas no risco:

A tabela 4 demostra os níveis de riscos que podem ser obtidos através da aplicação da fórmula HRN. Além disso, apresenta uma faixa para cada nível de risco, desde os aceitáveis até os níveis que sejam inaceitáveis e que necessitem de intervenção imediata.

No Brasil, temos a Norma Regulamentadora NR-12 que fala em segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. A avaliação do equipamento para a elaboração de um Laudo de NR-12 deve ser embasado na norma NBR ISO 12100. Tal norma não estabelece qualquer método para análise de perigos e estimativa de riscos e somente cita os princípios básicos de projeto, apreciação e redução de riscos. A metodologia para a análise dos perigos e estimativa de riscos podem ser por métodos dedutivos, como Arvores de Análise de Falhas ou indutivos, como Análise Preliminar de Risco, Matriz de Risco e a própria HRN aqui citada.

Em um artigo recentemente publicado na revista Brazilian Journal of Production Engineering – BJPE, foi aplicado a metodologia HRN para a quantificação do risco de contaminação da Covid-19 diante de atividades essenciais e proposta para o nexo causal como doença ocupacional no Brasil.

Você pode conferir o artigo na íntegra em:

https://periodicos.ufes.br/bjpe/article/view/31005/21100

Prof. Dr. Marcelo Tirelli

Prof. Dr. Marcelo Tirelli
Coordenador Adjunto - Engenharia de Produção
Faculdade de São Bernardo - FASB

http://lattes.cnpq.br/4630194230201313

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